quinta-feira, 17 de julho de 2008

Eu criança

Era uma festa de empresa. Papai e mamãe resolveram levar o monstrinho aqui para a socialização com outras crianças. Sabe como é aquela história: vamos colocá-lo com os normais para ver se aprende alguma coisa. Bom, o fato é que justo naquele dia haveria um mágico (alguém tem que distrair os demoniozinhos enquanto os pais almoçam!). Show programado, pessoas esperando, entra o homem.

Havia pelo menos umas 50 crianças, mas quem o desavisado mago escolheu para ajudá-lo no truque? O retardado aqui!

- Vamos lá menino, fala para mim, escolha um bicho. Qualquer um

- Hummmmmm !!! (enquanto eu pensava, todas as crianças gritavam: coelho, coelho, coelho) Quero um elefante!

- Olha, elefante não dá, que é muito grande. Escolhe um bicho menor.

- Hummmmm! (mais gritos: coelhooooooooo, pede coelhooooo, pede coeeeeeeeelhooooo, berravam as pessoas) Uma pulga então?

As vozes se calaram, o mágico engoliu o pequeno sorriso que ainda esboçava, me olhou com um certo pânico e disse, num tom mais baixo: não querido, esse é muito pequeno, escolhe outro vai!

- Ah, você não faz nada que eu peço. Não quero nada então.

Virei as costas e fui sentar e o mágico, bom, hoje é um excelente dono de loja de eletrônicos!

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Escrever é preciso!

Preciso escrever alguma coisa, preciso escrever alguma coisa! Como é terrível o desafio de blogar sempre. Na cabeça passam coisas como histórias infantis, piadas, discussões filosóficas, reclamações sobre meu dia de trabalho, um seriado qualquer de texto, mas nada parece ser o suficiente... Caralho! O dedo percorre letra a letra desse teclado e nada vem... preciso de tempo. Tempo, tempo, tempo.... tic tac tic tac e nada... bom acho que vou deixar para depois... quem sabe vem algo melhor, ou então eu paro com essas comparações mentais ridículas e me dou mais liberdade para escrever!

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Homens e pássaros

Houve um tempo em que os pássaros eram grandes amigos do homem. Eles, os pássaros, admiravam tanto aqueles bípedes que sempre estavam por perto. Gostavam de ver o modo como resolviam as coisas, como idolatravam as pedras esculpidas como deuses, como se viravam para caçar mesmo sem asas, enfim, os respeitavam.

A amizade tamanha permitia aos pássaros pousar no ombro dos humanos e cantar a eles suas mais belas melodias. Adoravam ornar os ombros fortes daqueles homens com suas penas.

Porém, um período de fome se abateu sobre a humanidade, e os humanos, como não podiam voar para mudar de território começar a atacar os pássaros, que fugiam de medo. A fome passou, mas o medo dos pássaros não, e assim acabou-se a confiança e admiração que possuíam pelos homens.

Revoltados com o sumiço dos belos amigos emplumados, os homens, cruéis como eram, queriam mais do belo canto e, nutridos de seu mais amargo egoísmo, começaram a caçar e aprisionar todos os pássaros que pudessem encontrar. Dessa forma os pássaros se afastaram mais e mais dos humanos que tanto admiraram no passado.

Os anos, as décadas e as eras passaram e a maldade humana se acentuava cada vez mais, e o medo das aves também.

Porém, em um dia de sol qualquer, Olavo estava sentado sob um céu limpo e azul. Ele estava quieto, e pensava na vida, não na dele, mas na das plantas, das formigas e dos pássaros. Ahhhh, os pássaros! Olavo os admirava mais do que tudo. Achava-os belos, supremos e livres. Para ele, apenas os amigos emplumados eram felizes.

Por ali, ao mesmo tempo, rodava um bem-te-vi, que achou estranho ver um humano parado, sem fazer barulho,sem gritar, ou destruir absolutamente nada. Distraído como estava não percebeu que se aproximava demais do menino e, ao dar por si, estava diante dele.

Aqueles olhos enormes, verdes como o gramado, olhavam direto para o pequenino pássaro, que achava que seria imediatamente morto. Fechou seus olhinhos pretos e tentou se acalmar. Seu coração parecia explodir de tanto medo.

Contudo, Olavo não mexeu sequer um músculo. Respirou fundo e contemplou. Olhava a pequena e assustada ave como o respeito de quem observa um deus. O pássaro abriu um olho, respirou, fez um coco (sabe como é... coisas do medo!), abriu o outro olho, mas não fugiu.

Resolveu se aproximar e um choque percorreu suas penas. Não foi algo ruim, mas muito forte. Pousou sobre o ombro do jovem, que virou-se para observar melhor. Naquele instante algo maior do que qualquer um podia imaginar acontecia. Era uma troca de respeito, de admiração. No encontro de olhares, mais do que um brilho foi visto, era esperança, uma chance de redenção.

Se olharam por mais alguns segundos e seguiram suas vidas. Nenhum dos dois percebeu que naquele instante plantaram a semente de um mundo totalmente novo.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Felicidade

Mas que porra vem a ser felicidade! Dia desses, numa conversa com um amigo especial consegui definir a felicidade como um saco de jujubas. Ela é uma surpresa, que vem quando menos se espera e faz uma criança sorrir. Ela é um doce, que vem envolto num pacote e que não pode ser aberto com pressa ou aflição, pois nesse caso o pacote pode estourar e aí, aí não tem jeito e as balas caem no chão.

Mesmo quando aberto com calma é preciso perceber que as jujubas não são todas da mesma cor, e que dificilmente em um pacote desses todas as balas agradam todo mundo. Eu, por exemplo, prefiro as vermelhas e detesto as azuis. Mas não se pode jogá-las fora. O pacote de jujubas é formado assim, de boas balas e balas ruins tal como o conceito de felicidade e de vida. Alguns fatos são jujubas vermelhas e nos fazem bem, outros são azuis, e mesmo que não gostemos não deixam de ser açucarados.

Mas como achar sempre as jujubas em um mundo onde a prateleira dos doces é apenas uma em meio a tantas outras repletas de salgados, latarias, venenos e porcarias... Talvez o segredo da vida tranqüila seja freqüentar mais vezes a sessão dos doces... sem esquecer que nós, pela nossa vontade própria é que escolhemos em que lugar do mercado vamos comprar mais coisas.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Buscando informações

O trabalho de juntar informações sobre o jornalismo infantil é algo lento, e um tanto quanto complexo, bem pior do que eu imaginava. Além dos contatos mais famosos como a Folhinha, o Estadinho, a revista Gênius, que é uma das mais fáceis pra mim, e a Recreio, o mailing de publicações voltadas especialmente para crianças é muito pequeno.
Fui atrás de gente que pudesse ajudar, como o André Deak e o pessoal da Andi, além, é claro, dos amigos que trabalham nos grandes jornais e editoras. Porém, o trabalho agora é lento, conversar com cada um, encontrar idéias, sugestões e, aos poucos, montar um perfil interessante sobre as publicações infantis no Brasil!
Continuo tocando a barca!

terça-feira, 29 de abril de 2008

Jornalismo Infantil

Como se escreve para as crianças? O que pensam os jornalistas que escrevem para os pequenos? O jornalismo infantil é realizado de maneira correta? Qual é a melhor maneira de se escrever pra crianças? Pedagogas e psicólogas devem ajudar? O que deve receber mais valor, a forma ou o conteúdo?A linguagem web deve ser aceita? É ético falar para a criança pedir ao pai para comprar alguma coisa?

Para tentar responder essas e outras perguntas, esse Zé, que aqui vos fala vai começar a fazer uma série de postagens sobre o jornalismo infantil, onde é encontrado, onde é bem aplicado, quais os bons exemplos da mídia e que caminhos devemos seguir.

Não pretendo avaliar nada nem ninguém, mas sim conhecer melhor esse nicho de jornalismo que ganha mais destaque na mídia a cada dia.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Ter fé

Eu desisti. Tentei de todas as maneiras transformar esse blog em algo engraçado, e interessante para as pessoas, mas, infelizmente ele virou um amontoado de pensamentos desconexos, de filosofias baratas e fé sentimentos de uma pessoa perdida.

Perguntaram a mim, esses dias, sobre ter fé. No que eu acredito, no que confio, como confio. Fazia tempo que não pensava nisso. Comecei católico, virei espírita e, quando entrei na faculdade, me distanciei das igrejas, centros e todos os templos.

Depois de algum tempo percebi que ter fé não significa, necessariamente, depender de uma religião, de uma idéia, de um Deus, mas sim de uma necessidade de acreditar em algo superior. Assim, com essa linha de raciocínio, descobri que tenho fé em algo sim, na amizade, seja ela de perto, de longe, forte ou fraca.

Qual o sentido de se apegar a um deus longínquo, se os princípios básicos de cada religião pode ser aplicado a nossos amigos. Ser amigo é aceitar as diferenças, ajudar sem querer nada em troca, gostar sem ter motivo, tratar como irmão um próximo que não é de sua família, é um querer bem, é uma preocupação, enfim, exercitar a amizade é a melhor maneira que conheço de demonstrar minha religiosidade e minha fé. Uma fé forte, que acredita que o carinho dos outros é a solução para qualquer tipo de problema.

domingo, 27 de abril de 2008

Mais um pouco de blá blá blá

Mudanças de objetivos requerem uma escolha, e eu entro, agora, em uma grande dúvida sobre servir e ser servido. Até onde a profissão de jornalista é uma profissão servidora? Até onde podemos avaliar nossos objetivos e sermos fiéis ao nosso público. O mundo precisa de servos, porém caminha na contra mão dessa necessidade e cria, a cada dia, mais e mais patrões. Saímos da maternidade desejando ser crianças pró-ativas. Os pais começam a se preocupar se seus filhos não assumem cargos de liderança logo que entram na creche. Entramos no ensino médio sem receio de sermos Nerds, pois a categoria de estudiosos ganhou respeito no mercado. O medo agora é ser pobre, é não ser líder, é não ter as qualidades exigidas pelo mercado de trabalho cada vez mais cruel e exigente, mesmo que não use isso para nada. Em resumo, como adequar uma alma humana que busca conforto e felicidade em um ambiente voraz e destruidor das corporações que quer cada vez mais robôs de carne e osso.

Perguntas

O que a educação nacional pode oferecer aos estudantes? E à sociedade? Qual a diferença e a validade que tem um curso de educação a distância. Um ensino realizado sem a presença de um professor pode satisfazer os alunos. Que perfis psicológicos se adaptariam mais a essa realidade e quais perfis sentiriam falta. Pessoas extremamente visuais ou auditivas conseguiriam absorver as informações com muito mais praticidade, porém as sinestésicas passariam por grande penar. Comprar a funcionalidade dos participantes de outros cursos e do perfil psicológico dos professores ou estudantes de letras. Porque os professores do ensino fundamental e médio parecem ter um interesse menor por seus alunos do que a grande maioria dos professores universitários. Porque eles dão tanto trabalhos nos cursos e aos governos.

Um presente a uma pessoa especial!

Você é capaz de imaginar a diferença que um ser humano pode fazer na vida de outro? E na história? Será que um único ser é capaz de sozinho, como um coadjuvante, mudar o curso de um destino?

Eu acho que sim! Imagine como a história poderia ter sido diferente se Hitler tivesse ao seu lado um amor que o fizesse esquecer da política. Se um professor de piano houvesse espancado Beethoven, lhe acusando de péssimo músico após ouvir seus primeiros acordes.

Pois é, muitas vezes uma pessoa adquire um significado qualquer na vida da humanidade e acaba nem se dando conta disso. É uma missão, um karma, o destino, sorte, maktub chamem do que quiser. Não dá para nomear, é um fato, essa pessoa tem que existir e estar lá, fazer a diferença, mudar vidas, mudar destinos, criar oportunidades, ser uma oportunidade.

Acho que é assim que a enxergo: um anjo, entidade, personalidade divina, mão do destino, milagre, santa, gente, pessoa especial, uma magia, um não sei o que brilhante capaz de alterar destinos e mudar a vida das pessoas em geral. Não apenas por mim, mas pelas mágicas que consigo ver acontecer ao seu redor, pelo poder de transformação que proporciona e pela felicidade que é capaz de trazer com apenas um sorriso, ou uma piada.

Que a entidade superior que lhe criou, que os acasos que juntaram a carga genética responsável pela sua formação e que a sorte que protege os seres humanos se juntem e não permitam que você mude, titubeie ou sofra com o tempo. Afinal, pessoas assim, com esses poderes, não foram criadas para estar entre os humanos, mas sim para serem exaltados como deuses.